Como elaborar e aplicar um planejamento estratégico?

O planejamento estratégico é uma atividade-chave para o crescimento e a longevidade de uma companhia, independentemente do seu tamanho. Com um bom plano, é possível se manter à frente da concorrência, otimizar o uso dos recursos e atingir os objetivos desejados.

Há muitas definições sobre o assunto. Para muitos, a estratégia é a representação de “como” as metas e os objetivos serão alcançados. Para outros, é um plano que busca dar uma vantagem competitiva em relação à concorrência. O fato é que esse planejamento é um processo, com diversas etapas para sua elaboração e execução com eficácia.

Pensando nisso, criamos um guia incrível para você. Hoje, vamos dar algumas dicas sobre planejamento estratégico, indicando como elaborar e implementar um bom plano. Confira!

Defina a missão, a visão e os valores do negócio

O primeiro passo é criar ou, se já existirem, refletir sobre a missão, a visão e os valores do negócio. O motivo é que o plano deve estar alinhado a essa declaração, garantindo que a empresa atue em sintonia com suas perspectivas maiores (ou, ao menos, de forma não contraditória).

Um exemplo simples é o da Amazon. Sua missão é “ser a empresa mais centrada no cliente da Terra”. Isso significa que todas as suas ações, sejam planejadas ou não, devem seguir nessa direção. Assim, seu planejamento deve seguir a ideia de customer-centric.

E em sua empresa, qual a missão? Se ela ainda não foi definida, desenvolva uma que seja inspiradora e realista para todos os clientes internos e externos. O mais importante é evitar o problema do FALAR/FAZER empresas que dizem uma coisa, mas, na prática, fazem outra.

Determine metas realistas e desafiadoras

As metas representam a finalidade do plano, ou melhor, o que se objetiva com sua execução. Existe uma infinidade de possibilidades ao desenvolvê-las, mas é importante que estejam alinhadas à missão, à visão e aos valores já definidos, bem como levem em consideração a análise dos ambientes interno e externo do empreendimento — que serão abordados adiante.

As metas devem começar a ser definidas no nível institucional, o mais elevado de uma empresa (representado pelas decisões mais abrangentes). Depois, precisam ser desmembradas para os níveis gerenciais (de setores ou unidades de negócios) e operacionais (de equipes e operários).

Não há uma fórmula para se definir metas de sucesso, mas um importante padrão é o S.M.A.R.T. Nesse caso, deve-se levar em consideração 5 aspectos principais. Boas metas devem ser: específicas, mensuráveis, atribuíveis, realistas e com tempo bem definido.

Analise o ambiente externo do empreendimento

A análise do ambiente externo é um fator que sempre deve ser considerado, com a identificação das oportunidades ou das ameaças que podem interferir no sucesso do plano. Nesse ambiente, encontram-se variáveis como: clientes, concorrentes, fornecedores, órgãos reguladores, aspectos legais, tecnológicos, tendências de mercado, etc.

Tudo o que está da porta para fora da empresa, fora do seu controle, é considerado ambiente externo. Há algumas ferramentas que podem facilitar essa análise, tais como: a matriz SWOT (que ajuda a levantar as oportunidades e as ameaças) ou o clipping digital (que contribui para monitorar concorrentes ou mesmo informações sobre a empresa na internet).

Faça um diagnóstico do ambiente interno

O ambiente interno é tudo que está dentro da empresa e sob seu domínio, como os funcionários, as máquinas, os processos ou os recursos financeiros. Esses fatores também podem contribuir para o sucesso do planejamento estratégico, apresentando-se como forças ou fraquezas.

Para ficar claro, uma força é tudo aquilo que pode beneficiar o empreendimento — como funcionários motivados, processos bem definidos e dinheiro no caixa. As fraquezas, por outro lado, representam tudo aquilo que pode prejudicar a empresa — como máquinas obsoletas, excesso de burocracia ou mão de obra desqualificada.

O objetivo é otimizar as forças, garantindo que elas sejam ainda mais favoráveis à execução do plano. Já as fraquezas devem ser convertidas em forças ou eliminadas, garantindo que não sejam um empecilho para a consecução das metas já definidas.

Escolha a estratégia que será usada

Existe uma infinidade de estratégias que podem ser usadas. Ao fazer uma rápida pesquisa no Google, é possível aprender sobre táticas de liderança de baixo custo, diferenciação de produto/serviço, foco no cliente, fusão-aquisição e assim por diante. Mas qual é eficaz?

Uma das mais eficazes é a liderança de baixo custo. Nesse caso, o produto ou serviço é o mesmo oferecido pelos rivais, mas o preço praticado é um atrativo aos clientes. Para tanto, deve-se buscar a redução de custos operacionais, de propaganda e de assistência técnica, garantindo que a companhia continue com uma boa margem de lucro em cada transação.

Outra estratégia comum é a de diferenciação dos produtos/serviços oferecidos, buscando posicionar-se de forma diferente no coração do público-alvo. Nesse caso, investe-se em qualidade para garantir a satisfação do consumidor. Uma empresa de táxi, por exemplo, pode se posicionar como a mais segura, ágil ou confortável do seu segmento.

Para escolher o melhor posicionamento, é importante entender o que realmente importa para seus clientes. Isso pode variar bastante de acordo com cada público (para um executivo, por exemplo, o mais importante pode ser a rapidez), então é necessário pesquisar.

Estabeleça um plano de ação

Por melhor que seja um plano, sem uma boa execução, nenhum objetivo será alcançado. Mas para que haja uma boa execução, também é importante contar com um plano de ação — uma espécie de passo a passo, indicando o que deve ser feito em cada etapa.

O plano de ação ainda pode ser encarado como um documento que começa com as metas a serem conquistadas e identifica todas as tarefas necessárias para realizá-las. Imagine que a meta seja otimizar em 25% a satisfação dos clientes finais. As tarefas relacionadas serão: a melhoria do atendimento inicial, a organização do espaço de trabalho, o treinamento dos funcionários, etc.

Monitore os resultados e, se necessário, faça mudanças

Para finalizar, é importante monitorar se os resultados inicialmente definidos estão sendo alcançados. Desse modo, é possível fazer modificações ao longo do caminho, evitando o insucesso da estratégia definida. A questão é: como fazer esse acompanhamento com eficácia?

É essencial definir alguns indicadores-chave de desempenho (também conhecidos como KPIs). Eles funcionam como um termômetro, indicando o grau de resultados que a companhia ou unidade de negócio tem alcançado ao longo de determinado período.

Dentre os principais indicadores, é possível destacar: o nível de satisfação dos clientes (NPS), o seu custo de aquisição, a taxa de evasão de funcionários (turnover), o nível de absenteísmo, a lucratividade, etc. Estabeleça aquele que tenha mais significância para o plano.

Veja, agora você está por dentro do assunto! Lembre-se que, com um bom plano, é possível estar um passo à frente da concorrência, criando um diferencial competitivo que contribua para o sucesso e a longevidade do empreendimento. Então aplique nossas dicas.

Gostou do conteúdo? Está pronto para iniciar seu planejamento estratégico? Aproveite para multiplicar este conteúdo, compartilhando-o em suas redes sociais. Vamos lá!

Veja Também

One Comment

  1. Alex Mattos Reply

    Muito bom este contéudo e de muito grande valor. Sempre gostei de trabalhar com assitencia tecnica sonho um dia ter a minha propria assitencia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *